A Terapia

Caso as outras formas de terapia não traz a você a qualidade de vida almejada, pode  ser que simplesmente estão procurando a origem da questão no lugar errado.
Sessões de Regressão
Quando um cliente me procura, como terapeuta de regressão, geralmente, inicio a sessão com uma entrevista, cujo objetivo é checar problemas recorrentes, e esclarecer que a técnica de regressão é usada como ferramenta, dentro de um processo terapêutico, e não apenas como mera curiosidade.
Em um segundo momento, peço ao cliente que relate a sua história pessoal, desde o nascimento, observando a ocorrência de doenças e perturbações emocionais, para que eu possa identificar fatos relevantes.

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A TERAPIA REGRESSIVA  E
O PROCESSO TERAPÊUTICO



TERAPIA REGRESSIVA tem como objeto de estudo a memória humana. Este fenômeno psicológico envolve várias áreas do conhecimento humano.

BREVE HISTÓRICO:
O estudo da memória passa pela identificação do processo de conhecimento da Grécia antiga à Europa e à América, levando as questões psicológicas a constituírem-se no campo científico chamado Psicologia, tanto do lado filosófico como do lado fisiológico.

Com os gregos, antes de a Psicologia existir como disciplina independente, outras áreas de conhecimento fundamentaram as questões da natureza humana, ora a cosmologia e a ética, ora a teoria social. Todas formulavam tentativas para compreender o universo ou organizar uma maneira racional de viver. Diante disto muitos temas abordados pelos gregos — substância e processo, partes e todo, mente e matéria, indivíduo e sociedade, causa remotas e próximas, cálculo e entendimento, etc. — têm servido desde sempre de referência como conceitos fundamentais nas cogitações da Psicologia.

Com Sócrates (469–399 a.C.), o objetivo da Filosofia deslocou-se do estudo dos fenômenos naturais para o estudo da criação humana e da ética. Naquele tempo procuravam-se explicações racionais para o mundo e seus fenômenos sem recorrer aos mitos e às religiões. Esse era o princípio da sua ética e a característica básica da sua abordagem psicológica — os homens não são como unidades isoladas, mas sempre em relação com seus semelhantes e o Estado.

Platão (429–347 a.C.), homem de vida contemplativa, tem seu pensamento formado por dois elementos: o metafísico e o moral. Acreditava que a alma já existia antes do corpo, continuava a existir após a morte e, posteriormente entrava em um novo corpo prestes a nascer. A alma era capaz de contemplar sem obstáculos o mundo das formas. Platão começou a estabelecer uma distinção e uma oposição entre mente e matéria. Mente identificava-se com o extraterreno ou metafísico.



 
Completando o ciclo da Antiguidade, Aristóteles (384–322 a.C.), trouxe sua contribuição fundamental à Filosofia com a criação da Lógica formal e da Lógica material, método que organizam e ordenam o raciocínio e o pensar. 

E o mundo conheceu a obra de Descartes. De Homine (1633) foi o primeiro ensaio do mundo sobre a Psicologia Fisiológica e refere-se à descrição sobre o mecanismo da reação automática como resposta a estímulos externos, tornando-se a primeira explicação do interacionismo mente/corpo ou teoria do reflexo, (publicado pós-morte). Les Passions de L’âme (1649) é a mais importante contribuição à Psicologia que explica o interacionismo mente-corpo na glândula pineal, ou melhor, mente cérebro e sistema nervoso. A mente age sobre o corpo e sofre a influência dele mesmo através da sensação, emoção e ação. Assim, Descartes estabeleceu a posição de dualismo e interacionismo.

Locke (1632–1704), inglês, interessou-se pelo funcionamento cognitivo e descreveu a mente como uma tábula rasa (o que negava a existência de idéias inatas propostas por Descartes), alegando que os seres humanos nasciam sem qualquer espécie de conhecimento que indicasse repertório comportamental de origem genética.

Berkeley (1685–1753), irlandês, criador do idealismo monístico ou mentalismo, propôs que o mundo inteiro é de teor mental, portanto, todo conhecimento era função da pessoa que passa ou percebe através da experiência.

Hume (1711 –1776), o escocês que se fez o mais implacável e cético dos empiristas, concluiu que a mente só é observável através da percepção, não incluindo o fluxo de idéias, sensações e lembranças. Distinguiu duas espécies de conhecimento mental (impressões e idéias) e propôs duas leis de associação: a semelhança ou similaridade e a antiguidade no tempo e espaço.


 
Darwin, partiu do princípio das diferenças entre membros individuais de uma espécie e atribuiu essa variabilidade à transmissão genética. Associando a este o princípio da luta pela sobrevivência na natureza, reconheceu o processo de seleção natural. Era evidente nesse pensamento a importância dos processos mentais e o papel da consciência no processo evolutivo.

Wilhelm Wundt (1878), médico fisiólogo, propunha a superação e o aprofundamento dos estudos sobre a consciência através de métodos genéticos — comparativos, estatísticos, históricos e experimentais, para obter uma maior compreensão dos fenômenos conscientes como produtos complexos da mente inconsciente e assim adentrar no campo das ciências sociais emergentes.

W. James (1842-1910), interessava-se pelos processos conscientes e considerava-os atividades orgânicas que geravam mudança organísmica. Neste sentido os processos mentais eram considerados atividades úteis e funcionais dos organismos vivos, em sua tarefa de adaptação ao seu mundo. Concluiu neste sentido que o ser humano funciona através do pensamento, da ação e do sentimento, portanto, não é criatura plenamente racional ou intelectual. Postulava que a escolha é consciente e voluntária, diferenciando assim do hábito que é repetitivo e inconsciente. Neste sentido as ações repetidas ou hábitos formaram-se através da plasticidade neural.

Filosoficamente, o estudo da memória é anterior à ciência e se confunde com a pré-história e a origem das nossas culturas. Por meio da antropologia, estudo das remanescências físicas dos nossos ancestrais, procura-se evidências não biológicas, de elementos extra-somáticos da cultura humana. Em geral, evidências da memória cultural são extraídas de artefatos utilizados da linguagem e da maneira de interagir em épocas distintas.

Descobriu-se que embora a memória seja pessoal, em sociedade, a comunicação por meio da linguagem é um caminho de partilhá-la. Na filosofia, um dos elementos da cultura humana é acreditar em uma alma não material, sendo a memória associada ao espírito humano e não a uma parte física do corpo.

A maneira pela qual a memória é processada no cérebro demandou estudos tais como:
 a- Os estudos em cachorros de Ivan Pavlov, fisiologista russo, que concluiu que o aprendizado através de condicionamento clássico ocorre no córtex cerebral.
 b- A procura pelo engrama de Karl Lashley, que teorizou que os traçados da memória se formam no cérebro quando o aprendizado acontece.
 c- O estudo de Hebb, a teoria de comunidades celulares (cell assemblies), de 1949, apresenta a mais satisfatória visão teórica da natureza geral do engrama, suportando a visão de que ocorrem mudanças durante o desenvolvimento do aprendizado, e entre interconexões neuronais em amplas áreas do cérebro.


 

As idéias dos filósofos e as buscas dos empiristas e cientistas fisiólogos sempre percorreram o caminho da análise da natureza humana privilegiando e tornando independente ora a mente, ora o corpo, ora uma tentativa de unificá-las em processo.

O projeto da modernidade então, centrado no pensamento, caracterizou-se pela busca do indivíduo como sujeito pensante, dotado de consciência individual caracterizado por uma estrutura cognitiva e uma capacidade de realizar experiências empíricas sobre a realidade, a exemplo do racionalismo e do empirismo, que suplantou o argumento metafísico medieval. O sistema mecânico era explicitado pela filosofia mecanicista.

A história faz-se a cada momento com atores humanos/sujeitos sociais, acolhendo e incorporando impactos culturais das crenças, das representações sociais e dos mitos. Dizendo de outra maneira, através da ciência, da técnica e da filosofia, há seres humanos com suas estruturas somáticas, atitudes emocionais, convicções e mitos pessoais. A revolução da contracultura na década de 60 reorganizou o cenário do mundo.

No século XX o mapa da Psicologia tornou-se diversificado: behaviorismo, psicologia da Gestalt, estudos sobre memória, sobre as neuroses e psicoses na psicanálise freudiana, sobre as psicoses na medicina ao lado da produção de conhecimento crescente da neuroanatomia e da fisiologia.

A revolução neurocientífica emergiu como a maior revolução científica possível, dotada de infinitas possibilidades esclarecedoras sobre o funcionamento da natureza humana, da interatividade sua com o mundo social e da compreensão humana mais profunda sobre o conhecimento do Universo.

Reflexões hoje apontam que a razão de ser ser humano é reconhecer a ordem biológica, estabelecendo um diálogo entre cérebro-corpo, corpo-cérebro, cérebro-cérebro e corpo-corpo e criando organizações de interação social. É a própria “techne” heideggeriana cuja missão é o “desvelamento da verdade” da vida: é ter o corpo e recebê-lo, humanizando com diálogos sobre a sua realidade interna. Então surge aqui uma noção inovadora de inconsciente: o inconsciente é o corpo. O mistério deve ser desvelado na relação consigo mesmo no plano da corporificação. Essa concepção encaminha uma nova virada na história da Psicologia.

ENTENDO A MEMÓRIA A PARTIR DA REDE DE CONEXÃO ANATÔMICA

A partir do modelo de Hebb, redes neuronais, que aproveitam as propriedades básicas do neurônio de receber e transmitir estímulos a fim de gerar respostas motoras distintas, são usadas para entender os princípios de aprendizagem e memória.

São as conexões eletroquímicas das sinapses, estudadas desde as primeiras décadas do século XX, entre as células do cérebro, em suas redes, que nos permitem lembrar.

Anatomicamente, a camada externa do cérebro é o córtex. Contém 70% das 100 bilhões de células cerebrais responsáveis pelo mais alto nível de cognição, que inclui memória e pensamentos. A parte escura do córtex é a substância negra, formada pelos corpos celulares, a parte interna, clara, é a substância branca, formada pelos prolongamentos celulares, os axônios. O axônio de cada célula prolonga-se para conectar-se a outras células cerebrais. É através destas conexões que bilhões de células cerebrais se comunicam, criando uma rede que torna o pensamento possível.

ARMAZENANDO INFORMAÇÕES


Acredita-se que o armazenamento da memória é resultado de mudança nos contatos sinápticos da rede de neurônios, na dependência de seis fatores essenciais:
1)  A recepção: onde cada neurônio recebe sinais químicos e elétricos de outros;
2)  Integração: o neurônio capta os sinais na sinapse;
3)  Condução: neurônios conduzem as informações captadas através de distâncias;
4)  Transmissão: o neurônio receptivo envia informações para outros neurônios;
5)  Computação: soma das informações por neurônio simples ou por rede neural;
6)  Representação: os eventos descritos acima formam a base de representação de informação no sistema nervoso.

Sendo caminho central no qual o cérebro forma e armazena a memória, é o conceito de plasticidade que pode defini-la como experiência-dependência-modificação.

Caminhos da pesquisa, hoje, tentam esclarecer os mecanismos molecular e celular da plasticidade sináptica neuronal, encontrando um modelo celular para a memória e a atividade balanceada entre excitação e inibição nas sinapses neurais que garantem a estabilidade do SNC.

O funcionamento do cérebro humano ainda é um mistério, mas, alguma coisa já foi decifrada. Sabemos que o cérebro humano contém cerca de cem bilhões de neurônios, interligados entre si em uma malha tridimensional.    

À medida que o ser humano aprende qualquer coisa, as ligações entre grupos de neurônios mudam a sua composição química.

Essas alterações permitem a transmissão de impulsos elétricos entre os neurônios do mesmo grupo.

Quanto mais uma pessoa aprende, mais alterações químicas ocorrem em diferentes grupos de neurônios em seu cérebro. Essas alterações representam toda a história da vida dessa pessoa.

É uma espécie de gravação química de sua experiência, seus hábitos e suas crenças.