Regressão de Memória

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Psicodrama necessita de um palco e necessita de personagens, é por isso eu amo o psicodrama, porque temos histórias humanas: perdas, mortes súbitas, invasões, traições, ciúmes. No teatro Shakespeare trata disso: histórias humanas, seres humanos vivos.
Quando o drama começa a se movimentar você tem emoções, mas você sempre tem que aterrar as histórias numa cena, senão você estará fazendo renascimento ou holotrópica, alguma coisa assim.
Essas terapias não têm direção, eles estão abertos. Você flutua no gigantesco oceano da psique. Não tem começo, não tem fim, não tem lugar para ir, você só borbulha na psique e isso é muito difícil de ser contido.
Nós tratamos os fragmentos da psique como se eles pertencessem à história. A história mantém consciente. Essa é a diferença para o trabalho do Grof, e o do renascimento.
Nós usamos basicamente a estrutura da vida humana, e a minha posição é: todo material que emerge da mente inconsciente é material humano.
A antiga palavra romana para a mente inconsciente era “memória”. Por isso Woolger chamou esse processo em inglês de Deep Memory Process ou Processo de Memória Profunda.
A palavra que Jung usava para memória era “inconsciente coletivo”.
Mas nós temos que concretizar isso e aterrar esse material numa história. Isso não quer dizer que a história não possa ter vários níveis. O ser humano pode estar na Terra, pode ter uma experiência física muito pesada, e ao mesmo tempo pode estar dissociado do corpo tendo uma visão.
Nós trabalhamos muito fisicamente nesse trabalho e acreditamos que há mais de um corpo, que há pelo ao menos 4 corpos: corpo físico, corpo etérico, corpo emocional, corpo mental e todos os corpos espirituais e transpessoais de alguma forma.
A nossa perspectiva se parece com a da medicina chinesa. Se você muda o corpo sutil, como na acupuntura, trabalhando com os meridianos, isso vai mudar o corpo físico. Você tira a pressão do corpo emocional que é sutil e não pode ser medido pela ciência.
Um bom vidente vai dizer que uma pessoa cardíaca tem uma massa ao redor do seu coração. Se nós trabalhamos com essa massa, como resíduos de uma história, nós limpamos a massa.
A visão chinesa, a visão holística que eu assumo, é que causas começam num nível mais alto e descem. Não é porque a máquina está funcionando mal.

Alberto Boarini

Cura
Não sou um mecanismo, um conjunto de peças.
E não é porque o mecanismo está funcionando mal que estou doente.
Estou doente por causa das feridas da alma, no profundo eu emocional
e as feridas da alma precisam de muito, muito tempo; só o tempo pode ajudar
e paciência, e um certo arrependimento, difícil, longo, um difícil arrependimento,
percepção do erro da vida, e a nossa própria libertação da interminável repetição do erro,
que a humanidade em geral prefere santificar.                                          
D.H. Lawrence, MORE PANSIES